Sobre Certificações

February 18th, 2009 - Quantos comentaram: 2

Na comunidade de desenvolvedores Rails estão todos falando sobre a sugestão do Obie Fernandez a respeito de uma certificação para empresas que desenvolvem projetos usando Rails.

Obviamente isso gerou polêmica e várias discuções na comunidade, os Railers em sua maioria são contra
certificações por uma série de motivos que eu também concordo. Mas como o Akita ja disse talves o Obie foi mal interpretado ou não soube colocar suas palavras.

Eu não vou aqui ficar repetindo o que o pessoal ja disse, mas não gosto de apenas criticar o problema
sem sugerir solução ou idéia que possa ser melhorada.

Acredito que a forma como os exames de certificação são realizados é errada. Eu mesmo comentei isso com o
Carlos Brando, ele mesmo usou o exemplo da carteira de motorista que realmente tem tudo a ver com a realidade.

Uma prova – seja ela eletrônica ou escrita – não atesta a qualidade do profissional e nem se as metodologias que ele segue, são de qualidade e eficientes.

Mas, no emaranhado de empresas profissionais e startups que nascem todos os dias, fica dificil saber quem esta falando a verdade e se garante em projetos, seja ele de pequeno ou grande porte.

Se não me engano a certificação RedHat exige que você configure/ajuste um servidor como avaliação para obter a certificação. Desta forma, alem de valorizar o certificado, não passa a falsa ilusão do super profissional/empresa que algumas certificações transmitem.

Para a empresa que gostaria de ser tornar parceira ou certificada pelo dominio de determinando produto ou ferramenta, deveria haver uma espécie de auditoria e testes práticos com a equipe, como é feito
em outras areas, como na certificação de qualidade ISO9000.

Não estou generalizando, pois realmente existem pessoas certificadas que são excelentes desenvolvedores, e também não quero viajar nas palavras, porque a realidade do mercado é bem diferente da teoria. Muitos clientes não entendem nada disso, apenas querem um software rápido, bom e que gere valor ao seu negócio.

Para quem não entende nadada área e precisa de software, servidores e infra, escolher uma pessoa que possui um papel(leia-se certificado) da empresa que criou determinada tecnologia, atestando que a empresa ou profissional é aprovado por eles, ja faz uma grande diferença.

Por isso acredito que a forma de avaliação é errada, mas o mercado de certificações e grande e bem rentavél as grande companias, e isso não vai mudar tão cedo.

Editores e Bespin da Adobe Labs

February 13th, 2009 - Quantos comentaram: 0

Um projeto interessante que acabei de ver é editor Bespin,  que está sendo desenvolvido pelo pessoal da Mozilla Labs.

Trata-se de um editor de códigos que é usado em ambiente web, ainda esta em fase de testes e o pessoal da Mozilla Labs esta pedindo sugestões e feed-back dos usuários.

Veja os conceitos que estão seguindo para o desenvolvimento do editor:

Se tratando de um produto da Mozilla, eu acredito que vai ser algo interessante, feito por pessoas que conhecem realmente a necessidade de seu público alvo, ou seja, de desenvolvedores para desenvolvedores.

Eu mesmo, ainda não encontrei um editor que superasse todas as minhas espectativas, para pequenas edições e coisas rápidas, eu gosto de utilizar o Inype que está ainda em fase Alpha. Ja para projetos maiores eu prefiro uma IDE mesmo, no caso gosto muito do Aptana.

O que percebo é que maioria quer copiar os recursos do Textmate que infelizmente ainda so existe versão pra Mac (como sempre, inovação e novos conceitos é com a Apple e para a Apple).

Como nem todos(assim como eu também) tem poder aquisitvo para comprar um Macbook ou iMac, podemos fazer da seguinte maneira:

  • Parar de raclamar, e fazer um editor e contribuir para comunidade.
  • Comprar um Mac e uma licença do Texmate e ficar se gabando pros outros e feliz da vida.
  • Tentar achar um editor que ao menos se equipare as suas necessidades.
  • Ou, usar o Vi e provar para seu ego que você é Ultra Master Mega Develloper of The World.

:-D

Abraços!

Entrevista: Mário Junior

February 10th, 2009 - Quantos comentaram: 0

marioTive a oportunidade de entrevistar o Mário Junior, um pessoa bastante conhecida na comunidade Flex e desenvolvimento de RIAs.

Segue a entrevista:

Raphamaster: Mário conte-nos um pouco de sua história, como você inciou na área de desenvolvimento de softwares e como você está hoje.

Mário Junior: Sou um cara do interior, de Bonito-MS. E, como em toda cidade interiorana, a computação era algo que fascinava a todos.

Meu irmão mais velho era programador Clipper (dbase II) e quando eu tinha 10 anos ele me ensinava a fazer “telas” com caracteres ASCII no clipper. Eram aquelas bordinhas duplas e simples muito usadas em programas ambiente DOS. Depois de um tempo, conheci o VBA no Word 97 onde eu brincava com macros e pequenas telas próprias. Depois conheci o VB5 e, em seguida o VB6, que me permitiam sair do ambiente office para criar programas executáveis. Nessa época aprendi muito quando trabalhei com Pedro Oliveira desenvolvendo aplicações para Agências de Turismo ainda em Bonito-MS. Depois de um tempo, quando saiu o VB.NET, migrei para o desenvolvimento WEB usando PHP. Depois de muito tempo, vim embora para Maringá-PR para trabalhar na Elotech onde aprendi a desenvolver com Java e também conheci o Adobe Flex.
Hoje trabalho com essas duas tecnologias que, a cada dia, me fascina ainda mais.

Raphamaster: Atualmente as grandes revistas especializadas estão comentando a “guerra” entre Adobe x Microsoft para o mercado de ferramentas de desenvolvimento para RIAs. Que benefícios você para este mercado?

Mário Junior: Para o mercado isso é ótimo. Acho que essa “guerra” tende a trazer maiores benefícios para nós, desenvolvedores. A cada dia, tanto a Adobe quanto a Microsoft, estarão empenhados em aperfeiçoarem suas ferramentas, logo mais recursos são adicionados e quem tem a ganhar com isso somos nós – que trabalhamos com as ferramentas – e, os nossos clientes – o mercado – que terá produtos com maiores qualidades. Além do mais, sabemos que existem clientes que não vão abandonar a plataforma .Net da “noite para o dia”. Pensando nisso, a Cynergy Systems – uma das maiores produtoras de RIA do mundo – adotou recentemente o Silverlight para desenvolvimento de aplicações justamente para atender esse perfil de clientes. Portanto, para o mercado é ótimo ter mais opções.
No entanto, não podemos esquecer de outras ferramentas como o JavaFx da Sun que promete entrar na briga e as demais bibliotecas Javascript que trablaham com a técnica de Ajax, que também podem ser classificados como ferramentas para desenvolvimento de RIA. Opnião pessoal: Bibliotecas Ajax tendem a acabar por não prover a interatividade que o Flex e Silverlight já oferecem, além de tornar o desenvolvimento mais custoso e de difícil manutenção. O JavaFx parece ser promissor, mas ainda precisa amadurecer muito para alcançar o Flex. O Silverlight, já na versão 2, também carece de muitos recursos que já existem desde o no Flex versão 2, e que hoje já está na versão 3. Portanto, nessa “guerra”, o Flex ainda está levando a melhor, mas é bom que a Adobe não pare no tempo, por isso aguardamos com ansiedade o Gumbo (codename para o Flex4).

Raphamaster: A lista FlexDev hoje conta mais 980 membros, como você acha que o mercado brasileiro está com relação aos profissionais, está fácil encontrar bons profissionais?

Mário Junior: O mercado brasileiro ainda carece de bons profissionais Flex, e não é só de Flex, mas essa falta de profissionais já é uma tendência que vem sendo registrado há algum tempo na área de desenvolvimento aqui no Brasil. Tive uma demonstração clara disso nesses dias. Veja só, juntando as duas maiores listas de Flex do Brasil (flex-brasil e flexdev) temos em média cerca de 1600 profissionais cadastrados. Há alguns dias precisei recrutar programadores para uma empresa norte-americana e, desses 1600 profissionais, recebi cerca de 10 curriculos apenas. Flex ainda é novo, embora muitos clientes já vem solicitando projetos com essa tecnologia, o que me leva a concluir que quem direcionar seus estudos para desenvolvimento com Flex terá um bom nicho de mercado para explorar.

Raphamaster: Sobre Certificações. Muitos profissionais que tem certificações acabam ganhando um “respeito” do mercado como especialista na tecnologia, o que na pratica em alguns casos não é verdade, pois apenas estuda-se para a prova, o que no dia-a-dia a resolução de problema na realidade é bem diferente, qual sua opnião sobre certificações ?

Mário Junior: É verdade. Certificações realmente impõem um certo respeito ao profissional no mercado, mas nós e o mercado, sabemos que não é suficiente. Provas de certificações atestam que o candidato tem conhecimento da ferramenta e tecnologia, mas não atesta nenhuma capacidade em resolução de problemas com o uso da ferramenta/tecnologia. Por isso é importante o convívio e a exeprieência do dia-a-dia. Seria como me certificar com J2ME (Java para celular), mas se não trabalhar com isso no dia-a-dia não terei capacidade técnica para projetar soluções, logo, a certificação não valeria de nada. Assim é para Java, Flex, .Net, etc.

Raphamaster: Você é desenvolvedor Java né, agora temos os movimentos Agile e comunidades Ruby on Rails que divulgam o desenvolvimento Ágil, e muitas vezes usam Java como exemplo de averso de produtividade em desenvolvimento, você concorda com isso?

Mário Junior: Em termos sim. Mas não é culpa da linguagem, é culpa de cultura. Tenho acompanhado, um pouco de longe, esses movimentos Agile, eXtreme Programing (XP) e outros. Essas metodologias podem ser aplicadas em qualquer linguagem, desde que a cultura da empresa de desenvolvimento permita. Java também pode ser produtivo, assim como Ruby também pode ser improdutivo sem adoção de metodologias agiles aplicadas. Isso pode acontecer com Java, PHP, .Net, etc. É questão de cultura, e não tecnológica.

Raphamaster: Para iniciantes, qual material de estudo e dicas você aconselha pra iniciar o desenvolvimento com Flex.

Mário Junior:

  • Primeiramente, é essencial que já saiba o básico de alguma linguagem server-side (php, java, .net, ruby, etc)
  • Depois, saiba como funcionam as formas de integração com server-side (RemoteObject, HttpService, WebService)
  • Dê uma boa explorada em todos os componentes padrões do Flex (Containers principalmente) e como extendê-los.
  • Fica também um menção a excelente documentação feita pela adobe (os livedocs), e o blogs que servem como ótima referência de profissionais do mundo todo que trabalham com Flex.

Raphamaster: Você toparia fazer um podcast sobre Flex e desenvolvimento sobre para flexDev e a cominidade?

Mário Junior: Claro! Será um prazer!

Raphamaster: Este espaço é pra vc falar o que desejar, agradecimentos recomendações etc.

Mário Junior:
Quero agradecer a essa oportunidade. De um tempo para cá, tenho assumido a bandeira do Adobe Flex e trabalhado na divulgação dele. Junto com uns amigos da Elotech e com outros desenvolvedores de Maringá-PR, fundamos uma comunidade aberta denominada de FlexIngá que já está em processo de aprovação para se tornar um AUG – Adobe User Group oficial. Acredito muito na tecnologia e no potencial que ela nos permite para criar RIA (Rich Internet Applications) verdadeiramente.
Recomendo o investimento de tempo e até recursos financeiros, se possível, no estudo com Adobe Flex. O mercado já vem solicitando há tempo inovações com aplicativos web, oportunidades estão aparecendo e falta gente para suprí-las, quem apostar agora, terá grande chance de se dar bem.

KDE uma opção viável?

February 10th, 2009 - Quantos comentaram: 0

Tive problemas com meu micro recetemente no qual fui obrigado a reinstalar o sistema operacional,  eu ja estava acostumado a usar o Ubuntu com Gnome como gerenciador de janelas.

Vi uma materia onde os jornalistas no site ZDNet mostrarvam o KDE 4 para pessoas nas ruas e diziam ser o novo Windows 7 da Microsoft o que confundiu muita gente.

Achei interessante e por curiosidade resolvi baixar o Kubuntu ja com KDE 4 para ver as novidades, e caso gostasse usaria ele como meu gerenciado de janelas padrão.

Tive péssimas impressões, realmente não gostei.

Pontos Fortes:

  • Ambiente de trabalho bonito e moderno, os esquemas de plasmas são elegantes e úteis em alguns aspectos.
  • Muitas melhorias com ralação as versões anteriores
  • Design extremamente elegante e muito bonito.

Pontos Fracos:

  • Ja no momento da instalação ele se apresenta lento( minha maquina tem 2GB ram), depois de instalado basta executar alguns comandos e abrir algumas telas para ver que não há muita estabalidade na execução.
  • Falta simpliciadade para executar algumas tarefas, muitas funcionalidades as vezes atrapalha.
  • Tem de ser executadas muitas configurações para que o Desktop funcione tudo que você precisa.

Enfim, eu acredito que em quanto eles(desenvolvedores do projeto) tentarem copiar o que é Windows em alguns aspectos o KDE nunca será um Desktop original ou uma opção viavel para uso em prodrução.

Menos é mais!

Não adianta um emaranhado de funcionalidades sendo que o usuário não consegue executar um arquivo mp3 quando clica sobre ele. No Gnome, quando se faz isso ele mostra os codecs necessários, e apenas ao clique de um botão está tudo instalado. O que não acontece no KDE.

Segue uma das repostas do próprio Linus em um recente entrevista que ilustra perfeitamente o que quero dizer:

Como eu só “uso” mesmo um grupo bem limitado de programas, escolho distribuições de maneira bem arbitrária. Minha principal exigência é que a distribuição seja bem fácil de instalar e manter atualizada, para que eu possa ignorá-la na maior parte do tempo.

E a parte de “manter atualizada” realmente quer dizer que eu quero que a distro esteja atualizada e que seja bem abrangente (incluindo a facilidade de instalação de Flash, MP3 e outros plugins); do contrário, ela acabaria me fazendo ter trabalho baixando e compilando componentes com os quais eu nem me importo muito.

E sim, quero usar a mesma distribuição em todas as minhas máquinas, incluindo as dos meus filhos e da esposa, pelos mesmos motivos: eu me importo com o kernel (e com pouquíssimos programas), do resto eu quero que a distribuição cuide para mim.

Abraços a todos.

Launchy para Windows

February 5th, 2009 - Quantos comentaram: 0

Todos devem saber que usar teclas de atalho do teclado é bem mais produtivo que o mouse, em alguns casos para abrirmos programas o uso dele é indispensavel.
Como uso Wndows na empresa em que trabalho, eu uso muito o Executar(Win+r) e digito o nome do executável do software, exemplo:

Executando Ms Word

Executando Ms Word

Uma alternativa para isso é Launchy, depois de instalador você apenas usa Alt+espaço e digita o nome do software que precisa usar. Ele faz uma busca por todos os programas que estão no menu Iniciar.

Executando Firefox

Executando Firefox

Abraços!

Hello Blogsfera!!!

February 4th, 2009 - Quantos comentaram: 1

Olá a você que esta lendo este primeitro post!


Estou iniciando novamente minhas atividades inagurando este blog. Ja faz quase 1 ano ou mais que encerrei as atividade do blog antigo, onde ainda o dominio era apenas raphamaster.com

Agora estamos com dominio .br,  usando um tema bonitinho e muita disposição para escrever.

Quero neste blog voltar a falar assuntos relacionados a tecnologia, mas espero também falar de coisas do cotidiano, metodoligas de trabalho, produtividade, fazer resenhas de alguns livros que leio, enfim bastante coisa diferente para que possa entreter você que esta dispondo de tempo pra ler estas linhas.

Assine os feeds ou passe por aqui de vez em quando, creio que os assuntos abordados aqui serão interessantes!!!

Abraços a todos